DEIXAR! O QUE NÃO DEVERIA SER DEIXADO...

Olá, seres que respiram. Como vai?


    
        Abrir mão. Apenas, deixar para lá. Deixar o que não deveria ser deixado, mesmo assim, esquecer. Ou fingir o melhor que pudermos que aquilo foi esquecido. E é simplesmente difícil, não é? Repetir mil vezes histericamente até que sua mente e seu coração entendam que não deveria ser, não era para ser. Mas foi... E foi bom, não é? Oh, céus. Como foi bom... E ainda é bom. Mas não o suficiente para ainda insistir, continuar. Então temos que deixar, apagar da nossa mente todos os minúsculos motivos que fizeram a gente abrir exceções e perdoar o que não tinha perdão. Ignorar o quanto aquilo magoou, por causa dos motivos. E estes minúsculos motivos são mais difíceis de serem superados e deixados de lado do que os grandes e românticos motivos. Afinal foi estes pequenos motivos, aqueles que ninguém presenciou, sem plateia e que é contado em voz alta para os amigos em um bar com as bochechas coradas de felicidade. Ou saudade, Autora. Amigos dos quais não entendem o porquê de você ainda estar perdoando e dando muro em ponta de faca. Mas você sabe, e sabe melhor que ninguém que se abrir mão... Mesmo que ganhe muitas coisas boas no futuro. Mesmo assim, ainda estará perdendo.


    Você se apegou, não é?

     Se apegou demais aos pequenos motivos que te fazem ficar, deixando de lado os grandes motivos que te fazem partir. E ele te faz rir tão facilmente, rir de verdade! Aquela risada boa, tranquila. Que você acaba esquecendo a facilidade que te faz chorar também. O jeito que te beija, desejando nunca mais ser beijada por outro alguém. O modo que vive te abraçando, como se quisesse estar colado em você. E você esquece o modo que ele parte facilmente quando brigam. A maneira que as horas voam quando estão junto, e você esquece da maneira que o mundo para quando ele te magoa, eternizando o sofrimento. Mas o olhar dele, Autora. Ele me olha como se não enxergasse mais ninguém. Sim, o olhar que vê no rosto dele quando estão se despedindo. Não dá para questionar, não é? É real. É bom. É apego demais. A facilidade que suas mãos se encaixam, as histórias e piadas internas construídas ao longo da rotina. O carinho nas mensagens trocadas ao longo do dia, as ligações. Principalmente, o modo que ultrapassam barreiras, evoluindo no relacionamento. São coisas pequenas, não é? Eu poderia escrever um livro listando todas essas coisas pequenas que as pessoas não conseguem entender. E você entende, entende tanto... Que não consegue deixar.

     E tú sabe, leitor. Ah, é claro que sabe que a pessoa é babaca e não gosta tanto assim de você, não do modo que você aparenta gostar. Engraçado. A gente chega até a ensaiar as falas para terminar, jura de pé junto aos amigos íntimos que acaba ali, já chega! Mereço coisa melhor! Mas ele te olha. A luz do lugar reflete nos olhos e algo dentro de você fantasia que é um sinal, estão brilhando por sua causa. E no fundo, é só o reflexo. Sabemos. Mas estamos apegados demais, o coração ainda bate acelerado. E as falas decoradas são apagadas da mente, deixadas de lado. E o que deveria ser deixado, não foi. Não hoje. Talvez, amanhã. Ou na semana que vem. Mas na semana que vem estará um calor terrível na cidade e as mãos dele estarão suando... E você vai implorar aos Deuses que seja outro sinal, ele está nervoso, coisa de gente apaixonada. Ou ele vai dizer a coisa certa no momento certo, e irá deixar para lá de novo. E ninguém tem o direito de te julgar. A gente fica bobão mesmo, coisa de gente apaixonada. De gente apegada... Na verdade. Criamos desculpas ridículas para persistir, porque pior seria... Não ter. Não é?

     Não, leitor. É difícil aceitar a verdade quando significa abrir mão de algo que gostamos muito. Mas não pode continuar em um relacionamento em que ambos não estejam sintonizados e a felicidade seja algo a ser “inventado”. Poderia lançar aquele velho clichê de que você deve se amar mais, procurar alguém que te valorize. Mas não irei, pois já ouviu muito este conselho. A realidade é que a princesa ultimamente está escolhendo o seu príncipe antes mesmo da história estar pronta só porque quer o final feliz logo. Está aceitando qualquer um que finja ser o príncipe em poucos parágrafos, esquecendo os capítulos seguintes. E aqui vai o conselho daquela que muito se apegou a personagens errados, forçando-os a serem certos.

     Deixe ir. Respire fundo, e deixe... Ir. 

   Solte o ar devagar e lembre-se dos grandes motivos que a levaram a isto. Abra a porta para aquele que quer tanto partir. E quando desmoronar, a saudade bater e você até se culpar... Lembre-se da facilidade que ele teve em ir embora. Não era para ser. E não era, não foi. O amanhecer chegará logo, aguente firme a escuridão da noite. Espere o seu amanhecer, ok? Não o que você forçou para ser seu, mas o que é seu por direito. E quando uma nova pessoa aparecer. E Deus há de colocar alguém bom. Quando está pessoa aparecer, vai saber que não é o reflexo da luz nos olhos... É por estar te olhando mesmo. E vai ser três vezes melhor, vai ser infinitamente melhor a sensação.


Com amor, 
Mi.

Milena Oliveira

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6 comentários:

  1. Meu coração deu uma apertadinha agora... rs!
    Post maravilhoso1 Continue assim linda!
    htto://assunto-de-diva.blogspot.com.br

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    1. Olá, Aline. Vem aqui, eu te abraço! Obrigada, fico feliz que tenha gostado. Volte sempre, ok? beeeeeijos

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  2. Oi Milena,
    Que texto lindo! Mudanças sempre parecem ser difíceis, mas as vezes é o melhor caminho.
    Bom fim de semana!
    Bjs❤
    Abrir Janela

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    1. Oi Line, fico feliz que tenha gostado. E realmente, mudanças são sempre difíceis, mas é preciso as vezes... Infelizmente, ou não. Ótimo fim de semana para você! E volte sempre ok? Beijooos

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